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Autor Tópico: Petição Para a Não Desqualificação Retroactiva de Psicólogos  (Lida 1255 vezes)
ninsa
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« em: 25 Janeiro 2010, 02:52:03 »

Petição Para a Não Desqualificação Retroactiva de Psicólogos

Aos colegas que estejam interessados em assinar esta petição:
http://www.ipetitions.com/petition/continuopsicologo/

Um bem-haja a todos!


PS: Reenvia por favor este email para todos os Psicólogos que conheceres, pois poderão estar interessados
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« Responder #1 em: 25 Janeiro 2010, 12:15:16 »

Caros colegas, serve este comentário para tentar criar um ponto comum convosco.
A Ordem dos Psicólogos Portugueses está a tentar, sub-repticiamente, impedir milhares de psicólogos de exercer, coarctando-os assim, no seu mais elementar direito. Dar seguimento ao que aprenderam na sua formação.
Não há nenhuma Ordem em Portugal que exigisse aos Licenciados e Mestres que retroactivamente à sua criação, já estivessem a trabalhar, a Ordem dos Advogados, aquando da sua criação em 12 de Junho de 1926, não dizia que, para se ser membro da Ordem se teria que exercer há algum tempo, a Ordem dos Médicos, aquando da sua criação em 24 de Novembro de 1938, também não o prevê, mais recentemente Ordens, como a dos Economistas, por exemplo, é clara quando diz aquando da sua criação que, todos os Licenciados até à data da instalação da Ordem não têm de realizar qualquer estágio, tendo os que completarem o curso após a entrada em vigor da Ordem de o efectuar.   
Ora, que “iluminados” tiveram a ideia de castigar duplamente centenas, mesmo milhares de Psicólogos que terminaram os seus cursos nos últimos anos. Por um lado, a falta de empregabilidade (e entre os Psicólogos é gritante). Por outro não conseguem assim, ter o tempo suficiente de exercício para se inscrever como membro efectivo da Ordem. É inacreditável, que, se neste entretanto, o Psicólogo conseguisse finalmente colocação, pasme-se!!!! Não poderia aceitar, porque a Ordem exigia-lhe que para ser membro efectivo teria que estar 1 ano a estagiar, ora não sendo membro efectivo, não se pode exercer….
Dá a ideia que o objectivo era retirar do mercado de trabalho, muita gente que pode “roubar” mercado.
Temos de ser castigados pelo facto de não conseguirmos colocação no mercado de trabalho. Um estágio de borla durante 1 ano? A começar quando? Daqui a 3?
Que todos os que sejam possuidores de Licenciatura anterior a Bolonha, e Mestrado posteriormente, até ao dia da entrada em funções da Ordem eleita, sejam inscritos como membros da Ordem dos Psicólogos. A partir daí então, as regras serão as que advêm de algo que se inicia.
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« Responder #2 em: 27 Janeiro 2010, 12:20:13 »

- Alguns não leram a legislação nem vão ler com atenção porque é maçadora. Se percebessem de leis riam-se, como actualmente se riem os advogados ao lerem-na. A comissão instaladora não chega a uma mão cheia de pessoas, mas se está já publicado é porque está correcto. Não sabem que se publicam muitos erros e muitas correcções de erros. Pouco importa, teremos ordem! Quanto mais rápido melhor.

- Alguns estão-se a marimbar para o que aconteça aos colegas, importa é o seu caso específico, se conseguem safar-se ou não. Faz parte da natureza humana: Há quem rapte crianças entre os escombros no Haiti, há quem deseje o infortúnio profissional dos seus colegas, viver às custas do semelhante é hábito que vem desde Adão. Mas teremos ordem!

- Alguns têm tão pouca auto-estima que o seu desejo mais ardente é poderem dizer que têm uma ordem e estão a fazer estágio da ordem, como se isso dito valesse realmente alguma coisa, pouco importa que durante dois anos (falem com os advogados e perceberão o tempo) não possam exercer nem sequer usar o título de psicólogo, tal como pouco importa que os seus direitos adquiridos estejam a ser violados por uma lei absurda que impõe regras que nenhuma ordem em Portugal alguma vez tenha imposto. Mas teremos ordem!

- Alguns não percebem e dificilmente perceberão o que está em causa. Falam, escrevem, e questionam constantemente o preto e branco, e da petição aqui indicada, ou qualquer acção com o mesmo intuito, nada entendem ou fazem-se desentendidos. Preocupam-se com pagarem o mesmo de inscrição que os colegas que já pagaram por fazerem parte da associação pró-ordem, o resto é desvalorizado. Entre os dois ouvidos encontram-se teorias e uma fantasia vivida de serem senhores(as) doutores(as), nem se apercebem do ridículo. Mas teremos ordem!

Numa altura em que os enfermeiros continuam a sua luta e nos lembram a todos que são uma classe profissional, somos também confrontados com a realidade de os psicólogos serem, com aliás sempre foram, profissionais sem classe.

Desculpe-se o desabafo, vem do desgaste de conversas infinitas e infrutíferas, mas o pior da psicologia, como sempre ouvimos, são mesmo os psicólogos.
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« Responder #3 em: 27 Janeiro 2010, 13:12:52 »

É verdade, nenhuma Ordem criada em Portugal, exigiu que os detentores do titulo académico, já exercessem. Só estes senhores é que tiveram o desplante de ser originais, claramente com o objectivo de impedir milhares de Psicólogos de os "incomodar" no seu mercado. Mas também é óbvio que jamais esta Ordem, nestes moldes, terá pernas para andar, até porque quem tivesse que estagiar, já o deveria estar a fazer. Como tal, deveremos que continuar esta luta, pois as leis são sempre melhoradas, no sentido de não criar desigualdades.  Chocado
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« Responder #4 em: 27 Janeiro 2010, 16:57:57 »

Boa tarde.

Esta também foi uma questão bem lembrada...

Os sócios da APOP naturalmente pagarão menos, já que, graças a eles que, pagaram estes anos todos, a Ordem foi criada. E, contra mim falo porque não sou sócia.

De facto, se se preocupassem com o essencial e deixassem de lado estas questões de trazer por casa faziam melhor figura.

Ainda não falei com nenhum colega que concordasse com os estágios para quem já é licenciado mas não exerceu, no entanto, não me surpreende nada que alguns (apenas a olhar o seu umbigo) não valorizem isto.

Espero que haja uma solução em breve.

Rita S. A.
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« Responder #5 em: 27 Janeiro 2010, 19:22:39 »

Só uma curiosidade... Já foram ver as notícias do Sindicato Nacional dos Psicólogos?

Pois é, claro que fala na petição por causa do desconto na incrição aso sócios da APOP mas esta que temos aqui falado, que, de resto. é bem mais importante, eles não falam.

Apenas mais um desabafo  Hein
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« Responder #6 em: 27 Janeiro 2010, 20:51:19 »

Sem dúvida Rita, é muito estranha a falta de reacção das principais organizações profissionais que supostamente representam os seus associados (independentemente do tempo de exercício que têm). Segundo informações no blog da petição, 28 delas foram informadas e... nada.
Está afectada a imagem da profissão, pois quer-se à viva força deixar passar despercebido algo tão sem nexo, e mesmo fora da legalidade, algo que afecta as vidas de centenas, porventura milhares, de profissionais.
Pergunto-me também que ilusões têm muitos destes, pois a adesão devia ser mais expressiva ainda. Conhecerão a petição? Estarão a deixar para o final do prazo a inscrição e inteirarem-se do assunto? Terão expectativas desinformadas, uma fé inabalável de que nada de negativo lhes acontecerá pois finalmente teremos uma ordem, como se o fim justifica todos os meios?
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« Responder #7 em: 08 Fevereiro 2010, 19:56:01 »

A petição chegou aos orgãos de comunicação social:
http://www.ipetitions.com/petition/continuopsicologo/blog/621
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« Responder #8 em: 09 Fevereiro 2010, 19:41:30 »

Há outras questões que deixam algumas dúvidas mas que não são alvo da petição aqui divulgada:

- Nos estatutos da ordem (Lei nº 57/2008 de 4 de Setembro) é claro que «psicólogo estagiário» e “reconhecimento profissional» não são categorias de membros, e no entanto são as duas opções apresentadas no acto de inscrição para quem não tem 18 meses de exercício comprovável. Como conciliar isto?

- «o psicólogo deve exercer a sua actividade em áreas dentro da psicologia para as quais tenha recebido formação específica» – de acordo, mas então o que fazer aos que (porventura em maioria a ter em conta o conhecimento pessoal) se formaram numa área e trabalham noutra? Considerá-los aptos pela experiência mas negar a experiência a partir de agora?

- «o psicólogo deve abster-se de utilizar materiais específicos da profissão para os quais não tenha recebido formação» – sim, mas que tipo de formação? Porque de formação muitos vivem (então as ordens nem se fala…), e dos manuais desses materiais e dos livros a eles dedicados nada se aprende? Isto é, se mais ninguém os resumir numa formação?

- «a data de inscrição é a do dia em que a direcção tiver deferido o pedido e a antiguidade conta-se daquela data» – tendo em conta que se trata neste momento de uma inscrição retroactiva, importa questionar, para que efeitos servirá esta antiguidade?

- os dados solicitados aquando da inscrição (área de actividade profissional exercida, data de início da actividade profissional, entidade onde exerce a prática profissional, morada do domicílio profissional) estão curiosamente com uma formulação singular, e são necessariamente dados comprovados, como que parecendo partir do princípio que o exercício da psicologia é maravilhosamente normativo, onde depois de se formarem os psicólogos tiveram todos acesso a um emprego fixo ou em alternativa a um consultório aberto? Terão conhecimento da empregabilidade dos psicólogos em Portugal?

- A formulação dos artigos nos diplomas legais relativos à ordem está de tal forma enviesada para a clínica psicológica que é legitimo questionar a sua adequabilidade às outras áreas de actividade, cada vez mais diversificadas. Será uma ordem apenas para alguns psicólogos, a “ordem dos psicólogos clínicos”? Tendo em conta a ligação ao Ministério da Saúde, não seria mesmo melhor que fosse apenas isso? Em alternativa, não teria sido melhor evitar um “copy-paste” de outras ordens e tentar abarcar a especificidade da psicologia?

- Que pressa é esta em ter o bastonário e os demais órgãos eleitos já no próximo mês? Receia-se que haja tempo para a preparação de diferentes listas candidatas? Ou que haja tempo para ter um programa, da mais que provável lista única, que seja lido e avaliado pelos votantes?

Eis alguns ossos para roer.
« Última modificação: 10 Fevereiro 2010, 13:54:25 por Jomjo » Registado
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« Responder #9 em: 13 Fevereiro 2010, 12:35:29 »

Nos media: 06/02: Portal Sapo, Público, Correio da Manhã, Expresso, Visão, Sic, RTP, Diário Digital, Diário de Notícias, Jornal de Notícias, 15/02: TVI24, Portugal Diário
« Última modificação: 16 Fevereiro 2010, 01:32:42 por Jomjo » Registado
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« Responder #10 em: 16 Fevereiro 2010, 01:32:57 »

A petição foi enviada à Assembleia da República no dia 15 de Fevereiro com um total de 1096 assinaturas, recolhidas no espaço de 3 semanas.
Se ainda não assinou, pode fazê-lo. O reforço da petição continua pela recolha de novas assinaturas. Divulgue aos seus contactos, por e-mail e na sua rede social.
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« Responder #11 em: 28 Fevereiro 2010, 21:10:12 »

Plenamente de acordo com todo o exposto.
Alias encontro-me na mesma situação, a trabalhar na área (o que não foi nada fácil conseguir) e agora a correr o risco de ser passada a estagiária
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« Responder #12 em: 28 Fevereiro 2010, 21:44:14 »

Assumir que todos os mais de 14.500 psicólogos que se inscreveram têm o dever de apresentar 18 meses de exercício profissional, quando muitos deles terminaram há anos a sua formação e ainda não conseguiram a tão desejada inserção profissional, sob pena de deixarem de ser psicólogos, usurpando-lhes o título, o direito de o usar, a possibilidade de se candidatarem a empregos para o referido exercício, humilhando-os perante familiares, amigos, utentes, e a comunidade em geral, é no mínimo de uma inconsciência (a)berrante. Publicados os cadernos eleitorais, verifica-se que apenas 5.436 foram confirmados como psicólogos. Parabéns aos que tiveram as oportunidades necessárias. Mais de 9.000 não vão poder sequer votar quando seria esse o seu legítimo direito. Há hábitos que neste país não se perdem.
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« Responder #13 em: 01 Março 2010, 12:04:51 »

Pois é, estimados colegas, agora pode ser que muitos sintam a revolta que alguns já andam a sentir há algum tempo. Neste momento em Portugal só cerca de 5000 de Psicólogos podem exercer. Penso que na realidade deverão existir cerca de 20000. O que eles queriam estão a conseguir. Um mercado suficiente só par algun :'(s. Esta luta NÃO PODE PARAR !
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« Responder #14 em: 01 Março 2010, 15:59:14 »

É claro que não podemos parar. Porque não, ir para a frente com uma Providência Cautelar, para que os moços não terminem o processo. Até porque depois do facto consumado, vai ser mais dificil. Verifica-se que cerca de 2 terços dos inscritos não são efectivos, somando cerca de 10000, que nem se inscreveram, somos muitos. Sei de um caso concrecto em que o colega tinha falta de 2 meses, para prefazer 18 meses e eles colocaram-no como efectivo. Por este exemplo podemos ver as falcatruas que não haverá. Devemos encetar acções de sensibilização por exemplo em sede de acto eleitoral. Zangado
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